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Dos Compromissos ESG aos Resultados Empresariais **Como a sustentabilidade pode se transformar em estratégia de gestão!

Foto do escritor: BAB Consultoria
BAB Consultoria
23 de ago.
5 min de leitura
By Fernanda Bu-Harb
By Fernanda Bu-Harb

Durante muito tempo, sustentabilidade foi tratada pelas empresas como uma questão principalmente ambiental, uma área associada à redução de impactos, à responsabilidade social ou à construção de uma boa reputação corporativa.


Hoje, essa visão já não é suficiente. Para empresas que desejam crescer, inovar, reduzir riscos e permanecer competitivas em mercados cada vez mais exigentes, sustentabilidade precisa ocupar um espaço muito mais próximo da estratégia e da tomada de decisão.


A pergunta, portanto, começa a mudar.


Em vez de perguntar: “O que precisamos fazer para atender às exigências ESG?

os gestores deveriam começar a perguntar: “Como podemos utilizar ESG e sustentabilidade para melhorar a forma como administramos nosso negócio?” Essa mudança de perspectiva pode fazer toda a diferença.


Sustentabilidade não deve terminar no relatório

By Fernanda Bu-Harb
By Fernanda Bu-Harb

Uma empresa pode publicar compromissos ambientais, estabelecer metas sociais e desenvolver políticas de governança. Mas, se essas iniciativas não influenciam decisões, investimentos, processos e indicadores, existe o risco de ESG permanecer apenas como um discurso institucional.


Peter Drucker, um dos mais influentes pensadores da administração moderna, é frequentemente associado à ideia de que aquilo que não é medido dificilmente pode ser efetivamente melhorado. A lógica é especialmente relevante para sustentabilidade.

Não basta afirmar que uma empresa é sustentável. É necessário compreender o que está sendo medido, por que está sendo medido e como esses indicadores influenciam a gestão.

Qual é o impacto da sustentabilidade nos custos? Na eficiência operacional? Na cadeia de fornecedores? Na gestão de riscos? Na capacidade de inovação?


ou


No acesso a novos mercados? Na relação com investidores e clientes? Na reputação da empresa?


Essas perguntas transformam sustentabilidade de uma iniciativa isolada em uma questão de gestão empresarial.

Do compromisso à decisão


Imagine uma reunião de diretoria na qual a empresa precisa decidir sobre um novo fornecedor. Tradicionalmente, preço, qualidade, prazo e capacidade de entrega podem estar entre os principais critérios.


Mas e se a empresa também considerar riscos ambientais, condições de trabalho, rastreabilidade, governança e capacidade do fornecedor de atender futuras exigências de mercado? Nesse momento, ESG deixa de ser apenas um relatório.


ESG passa a fazer parte da decisão.

O mesmo acontece quando uma empresa decide investir em uma nova tecnologia, entrar em um mercado internacional, reorganizar sua cadeia de suprimentos ou desenvolver um novo produto. A sustentabilidade começa a participar da estratégia.

O verdadeiro desafio está na integração


Talvez um dos maiores desafios das organizações não seja compreender o significado de ESG, mas integrá-lo à gestão.


Sustentabilidade não deveria ser responsabilidade exclusiva de um departamento.

Ela precisa conversar com estratégia, finanças, operações, recursos humanos, compras, tecnologia, marketing, compliance e governança.


O gestor precisa ser capaz de olhar para uma questão de sustentabilidade e perguntar:

“Qual decisão empresarial está por trás deste indicador?” Essa pergunta é poderosa porque aproxima ESG do cotidiano da organização.


Sustentabilidade também é competitividade


Michael Porter, um dos grandes pensadores da estratégia empresarial, mostrou ao longo de seu trabalho a importância de compreender como as empresas constroem posições competitivas diferenciadas. Essa perspectiva também pode ser aplicada à sustentabilidade.


A questão não deveria ser apenas:


“Quanto vai custar implementar uma estratégia sustentável?” Mas também: “Que valor essa estratégia pode criar?”


  • Uma cadeia de suprimentos mais eficiente pode reduzir desperdícios.

  • Uma gestão mais responsável de recursos pode reduzir custos e riscos.

  • Uma governança mais estruturada pode fortalecer a tomada de decisão.

  • Uma estratégia de sustentabilidade bem desenvolvida pode abrir portas para clientes, investidores e mercados que exigem padrões cada vez mais elevados.


E uma empresa que antecipa mudanças regulatórias e expectativas internacionais pode estar mais preparada para competir amanhã.


É nesse ponto que sustentabilidade deixa de ser apenas uma obrigação e passa a ser uma possível fonte de vantagem competitiva.


E o Brasil?


Para empresas brasileiras, essa discussão ganha uma dimensão ainda mais estratégica.

O Brasil possui uma posição relevante em setores como agronegócio, energia, alimentos, mineração, indústria e serviços. Ao mesmo tempo, empresas que desejam ampliar sua presença internacional encontram mercados cada vez mais atentos à origem dos produtos, às condições de produção, à rastreabilidade, às emissões, à governança e aos impactos socioambientais.


Isso significa que sustentabilidade pode influenciar não apenas a imagem de uma empresa, mas sua capacidade de acessar, permanecer e crescer em determinados mercados.


Para o gestor brasileiro, portanto, a questão não deveria ser apenas:

“Estamos preparados para cumprir as exigências atuais?”


Talvez a pergunta mais estratégica seja: “Estamos preparados para competir no mercado que teremos daqui a cinco ou dez anos?”


O papel da liderança


Nenhuma transformação sustentável acontece apenas porque uma política foi publicada. Ela acontece quando a liderança incorpora novos critérios às suas decisões. É o CEO perguntando sobre riscos. É o diretor financeiro compreendendo os impactos econômicos.


É o gestor de operações analisando eficiência. É o responsável por compras avaliando a cadeia de fornecedores. É o profissional de recursos humanos incorporando aspectos sociais à gestão de pessoas. É o conselho de administração compreendendo como questões ambientais, sociais e de governança podem afetar o futuro da organização.


Em outras palavras: 

sustentabilidade precisa sair do departamento e entrar na sala de decisão.


Uma nova pergunta para os gestores . . .


Talvez o próximo estágio da agenda ESG não seja simplesmente fazer mais.


Talvez seja gerenciar melhor. Gerenciar melhor os recursos. Gerenciar melhor os riscos.

Gerenciar melhor os fornecedores. Gerenciar melhor as pessoas. Gerenciar melhor os impactos. Gerenciar melhor as oportunidades.


E, principalmente, conectar essas dimensões aos objetivos estratégicos da empresa.

Quando isso acontece, sustentabilidade deixa de ser uma agenda paralela e passa a fazer parte da própria maneira como a organização pensa, decide e cresce.



Da sustentabilidade aos resultados

By Fernanda Bu-Harb
By Fernanda Bu-Harb

O futuro da sustentabilidade corporativa dependerá, em grande medida, da capacidade das empresas de transformar compromissos em gestão.


Compromisso sem estratégia pode gerar discurso. Estratégia sem indicadores pode gerar intenção. Indicadores sem decisão podem gerar relatórios. Mas compromisso, estratégia, indicadores e decisão juntos podem gerar transformação. - Fernanda Bu-Harb.

É nesse espaço, entre sustentabilidade, estratégia e resultados, que existe uma das grandes oportunidades para a gestão empresarial contemporânea.


A pergunta que deixo para CEOs, diretores, gestores e profissionais de sustentabilidade é simples:

Sua empresa está apenas respondendo às demandas de sustentabilidade ou está utilizando sustentabilidade para pensar estrategicamente o futuro do negócio?

Talvez essa seja uma conversa que sua liderança precise ter antes da próxima grande decisão.


E, muitas vezes, uma boa conversa começa com uma pergunta.

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Obrigada por chegar até aqui . . .

Agradeço sinceramente por dedicar seu tempo a esta reflexão. Espero que este artigo tenha contribuído para ampliar sua perspectiva sobre sustentabilidade e, principalmente, sobre o papel que ela pode desempenhar nas decisões estratégicas e nos resultados de uma organização.


Cada empresa possui uma realidade, uma estrutura, desafios e oportunidades diferentes. Por isso, acredito que não existe uma única solução aplicável a todas as organizações.

Como consultora estratégica, estou à disposição para conversar, compreender os desafios específicos da sua empresa e, juntos, identificar caminhos e soluções que façam sentido para o seu negócio.


Se sua organização está buscando transformar sustentabilidade e ESG em estratégia, fortalecer sua gestão, desenvolver seus líderes ou preparar-se para novos desafios de mercado, será um prazer iniciar essa conversa.


 
 
 

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